Biópsia Prostática de Fusão

O que é a Biópsia Prostática de Fusão?

Ao contrário da técnica clássica de biópsia da próstata, guiada unicamente por ecografia, a biópsia de fusão utiliza as imagens da Ressonância Magnética Nuclear Multiparamértrica da Próstata que permitem identificar as lesões suspeitas da próstata. 

Estas imagens são sobrepostas com as da ecografia, permitindo assim detectar nódulos ou áreas suspeitas que podem nem ser visíveis na ecografia, impossíveis de detectar com este exame. A RMN Multiparamétrica da Próstata, além de indicar se existem nódulos e se eles são suspeitos, é a base para se conseguir dirigir, “guiar” a biópsia, para as zonas onde se localizam essas lesões suspeitas. 

A precisão que esta orientação da biópsia permite é simplesmente notável e muito superior à biópsia clássica. Consegue-se, com esta técnica, biopsar com precisão lesões de 4 ou 5 mm, ou até menos.

Importância deste Exame

Este exame serve para guiar as biópsias da próstata, permitindo um ganho de precisão notável, permitindo biopsar nódulos de muito pequenas dimensões, por vezes em áreas onde não seriam detectados ou que não seriam biopsadas na técnica clássica (guiada somente por ecografia da próstata).

A biópsia de fusão é cada vez mais utilizada.

Os guidelines para o seu uso têm por isso sofrido uma grande evolução e têm vindo a ser modificados à medida que se tem mais informação e se conhecem melhor as vantagens da técnica.

Actualmente, defende-se a utilização deste tipo de biópsia em situações em que os nódulos ou lesões suspeitas são apenas visíveis na RMN Multiparamétrica da Próstata, quando as lesões são de muito reduzidas dimensões, se localizam em zonas pouco acessíveis da próstata (como a parte anterior do orgão) e quando a(s) biópsia(s) prévia(s) foram negativas e se detectam uma ou mais lesões suspeitas na RMN.

Qual o procedimento da Biópsia Prostática de Fusão?

Tal como em relação a outras técnicas de diagnóstico e terapêutica, o Instituto da Próstata foi um dos primeiros centros em Portugal a realizar esta precisa e sofisticada técnica de diagnóstico.

É fundamental que este exame seja efectuado por médicos com experiência na realização da mesma, para que os resultados do exame correspondam ao que se espera e consegue obter com o mesmo. Com efeito, trata-se de um exame altamente sofisticado, diferenciado, que exige equipamento adequado e profissionais com experiência, que dominem os diversos aspectos e condicionantes da técnica. 

A biópsia de fusão é muito mais precisa do que a biópsia prostática clássica. Permite por isso aumentar a capacidade e acuidade diagnóstica da biópsia da próstata. Como facilmente se percebe, o facto de se utilizarem as imagens e informações de um exame (a RMN Multiparamétrica da Próstata) mais preciso, diferenciado, específico e fiável, permite melhorar os resultados da biópsia, aumentar também a sua precisão, fiabilidade e capacidade de diagnóstico, nomeadamente de lesões pequenas ou não detectáveis na ecografia.

Este tipo de biópsia é, além disso, efectuado por via perineal (ou seja, através da zona entre  a bolsa escrotal - a bolsa onde se encontram os testículos - e o ânus), e não por via trans-rectal. Além de uma potencial melhor tolerância dos doentes (exige a realização de anestesia, senão seria dolorosa, como é óbvio), permite reduzir significativamente o risco de infecção após a realização da biópsia. A infecção é uma das complicações potenciais de qualquer biópsia da próstata mas, como facilmente se percebe, se as biópsias forem efectuadas através do recto, a possibilidade de contaminação e consequente infecção é superior à que se obtém quando se utiliza a via perineal – mesmo iniciando um antibiótico antes de realizar a biópsia. 

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Novos Métodos de Diagnóstico - Biópsia de Fusão

Dr. José Santos Dias

Director Clínico do Instituto da Próstata

  • Licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
  • Especialista em Urologia
  • Fellow do European Board of Urology
  • Autor dos livros "Tudo o que sempre quis saber Sobre Próstata", "Urologia fundamental na Prática Clínica", "Urologia em 10 minutos", "Casos Clínicos de Urologia" e "Protocolos de Urgência em Urologia"

Perguntas Frequentes sobre a Biópsia de Fusão

A biópsia de fusão é melhor que a biópsia “normal”, clássica?

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Que tipos de biópsia de fusão existem?

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Onde posso fazer uma biópsia de fusão?

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