Prognóstico do Cancro da Próstata

O prognóstico desta doença é substancialmente diferente consoante é diagnosticada numa fase ainda localizada, isto é, limitada apenas à próstata, ou numa fase já mais avançada, não localizada, em que já ocorreu uma invasão local ou à distância, para lá da próstata. O prognóstico é também diferente em função do valor do PSA prévio ao tratamento, do grau histológico (dado pelo score de Gleason – ver “Score de Gleason”) e consequente agressividade do tumor.

Após a realização de uma prostatectomia radical, as taxas de não progressão da doença (não devemos falar de “cura” propriamente dita, mas sim de não recidiva, de não subida do PSA ou de não reaparecimento da doença) atingem os 69 a 89% aos 5 anos e os 47 a 79% aos 10 anos. As taxas de sucesso da braquiterapia e radioterapia externa são semelhantes.

Nas formas localmente avançadas, o prognóstico é obviamente pior, sendo as taxas de não progressão de apenas 30% e 40% aos 5 e 10 anos, respectivamente.

O prognóstico de doentes sob terapêutica hormonal é muito variável, variando nomeadamente em função da idade, da diferenciação tumoral e da presença ou ausência de outras doenças simultâneas.

A esperança de vida cai de uma forma abrupta se o tumor se tornar hormono-resistente, ou seja, se deixar de responder ao tratamento com anti-androgénios e análogos ou antagonistas da hormona LH-RH (sendo a esperança de vida de apenas 50% aos 2 anos). No entanto, mesmo neste caso, têm sido conseguidos avanços significativos na terapêutica destes doentes, com novos fármacos já utilizados na prática clínica (por exemplo da classe dos “taxanos”) e outros atualmente em investigação, que permitirão seguramente alterar as perspectivas de sobrevida e qualidade de vida destes doentes nos próximos 5 anos.