Litíase: “Pedras” nos rins e Cólica renal

A litíase do aparelho urinário é uma doença muito prevalente, estimando-se que afecte cerca de 10% da população, com um pico de incidência entre a terceira e quinta décadas, sendo mais frequente no sexo masculino (3:1).

Causa de cálculos renais

A maior parte dos quadros de litíase urinária é dita idiopática, isto é, não são conhecidos os seus factores causadores. Apenas uma minoria de doentes apresenta alterações identificáveis (e logo passíveis de terapêutica dirigida) subjacentes ao processo de formação de cálculos.

Tipos de cálculos

Em mais de 80% dos doentes que sofrem de litíase, os cálculos renais contêm cálcio na sua constituição. No entanto, noutros casos (menos frequentes) os cálculos podem ser compostos por ácido úrico, estruvite (cálculos de infecção), cistina, xantina ou outros constituintes, o que pode ditar a necessidade de uma terapêutica ajustada a cada situação.

Cólica renal

A cólica renal é habitualmente descrita como um dos eventos mais dolorosos que o ser humano pode experimentar. Caracteriza-se classicamente por uma dor muito intensa, de instalação súbita, localizada em regra na região lombar ou no flanco, que pode irradiar para a região inguinal (“virilha”) homolateral, e acompanhada muitas vezes de sintomas gastro-intestinais, como náuseas e vómitos.

A presença de febre associada aos sintomas acima descritos é um importante sinal de alarme, uma vez que configura a possibilidade de estarmos perante uma das mais temidas complicações da cólica renal, a infecção. Um doente com cólica renal e com febre deve ser observado imediatamente por um Urologista.