Cirurgia Laparoscópica da Próstata

A prostatectomia radical laparoscópica tem exactamente as mesmas indicações que a cirurgia clássica, aberta, não apresentando quaisquer limitações em termos de volume prostático (ao contrário da técnica de braquiterapia, por exemplo), de PSA ou de score de Gleason.

Os critérios de inclusão são os mesmos que qualquer técnica com fins curativos, ou seja, deverão ser considerados para esta técnica os doentes portadores de tumores clinicamente localizados (≤ T2c da classificação TNM).

A vantagem desta técnica em relação à cirurgia aberta tem a ver com a menor agressividade da cirurgia, uma vez que é efectuada através de pequenos orifícios (entre 5 e 10-12mm), com instrumentos cirúrgicos apropriados e especiais que são inseridos através daqueles reduzidos orifícios, sem “abertura” do abdómen. A recuperação é por isso habitualmente mais rápida e menos dolorosa do que com a técnica clássica, aberta. Outra vantagem desta técnica está relacionada com a melhor vizualização das estruturas anatómicas, uma vez que se utiliza uma câmara (num instrumento designado por laparoscópio) que amplia significativamente a imagem e que permite, por isso, a realização de uma cirurgia mais “fina”, com gestos mais precisos.

Uma variante da cirurgia laparoscópica é a cirurgia robótica. Neste tipo de cirurgia, reproduz-se exactamente a mesma cirurgia, a mesma técnica, com o auxílio de um sistema (o “robot”), em que pequenos instrumentos executam os movimentos que o cirurgião efectua numa consola localizada ao lado do doente. Não se trata portanto de um “robot” autónomo, que opera sozinho, como muitas vezes se pensa, mas sim um sistema qu reproduz os movimentos efectuados pelo cirurgião. Estudos recentes revelam até que os resultados com este sistema são inferiores aos da cirurgia laparoscópica efectuada por cirurgiões experientes.

Outras modalidades terapêuticas:

  1. Braquiterapia
  2. Crioterapia
  3. Radioterapia Externa