Biópsias

Biópsia Prostática Trans-rectal

O diagnóstico definitivo do cancro da próstata é, obviamente, apenas obtido com a realização de biópsia prostática trans-rectal ecoguiada. Ou seja, não existe neste momento qualquer exame que seja suficientemente fiável para permitir dispensar a realização de biópsia, nos casos em que existe a suspeita de estarmos na presença de um cancro da próstata.

Na actualidade, quando se realiza uma biópsia, devem ser colhidos, pelo menos, 10 fragmentos para análise, ou seja, pelo menos 5 fragmentos de cada lobo (“meia” próstata), em regiões padronizadas, previamente definidas e standardizadas, de acordo com protocolos bem definidos e rigorosos. Na maior parte dos casos, actualmente, retiram-se pelo menos 12 fragmentos da próstata.

A biópsia deve ser realizada sob anestesia local (quer do canal anal, com um gel especial anestésico, quer dos nervos em torno da próstata, através da injecção de um produto anestésico local), uma vez que se trata de um exame que, embora geralmente não seja doloroso, é um pouco desconfortável.

É no entanto, e ao contrário do que alguns doentes pensam (muitos ficam muito receosos em fazer este exame e, na altura sua da realização, estão muitas vezes bastante ansiosos e apreensivos), um exame muito bem tolerado, desde que realizado nas condições adequadas e por médicos com experiência na realização deste tipo de exames.

Por vezes, é necessária a realização de uma nova biópsia. Por vezes, é mesmo necessário repetir duas ou mesmo três vezes a biópsia deste orgão, se os achados não forem totalmente esclarecedores ou se a suspeita da presença de um tumor for elevada e as sucessivas biópsias forem negativas.

Em alguns casos, é necessário realizar a chamada “Biópsia de Saturação”.

Nesta técnica, efectua-se uma biópsia padronizada, com um “template” – ou seja, com colheita uniformizada de fragmentos de todas as regiões da próstata – com 25, 30, 40 ou mais fragmentos, dependendo do volume da próstata. Esta técnica pode ser utilizada em doentes com alto grau de suspeição de cancro da próstata (pelo toque, pelo valor de PSA), nos quais as repetidas biópsias realizadas eram invariavelmente negativas para células neoplásicas. Nestes doentes, está recomendada a realização desta técnica, para esclarecimento etiológico “definitivo” (dependendo dos autores, a sua realização é preconizada após duas a três biópsias negativas em doentes para os quais a presença de uma neoplasia maligna é altamente suspeita, altamente provável). Em alguns casos muito seleccionados, pode ser efectuada tendo em vista a realização de um tratamento focal da próstata (ou seja, em que se trata apenas uma parte do orgão, sem o remover cirurgicamente na sua totalidade ou sem o tratar em todo o seu volume, por exemplo com crioterapia ou com ultrassons focados de alta intensidade – ver “ HIFU ”)

Os Urologistas do Instituto da Próstata e Incontinência Urinária possuem uma vasta experiência na execução deste e doutros exames relacionados com a próstata, garantindo um máximo de eficácia com o mínimo desconforto possível, inerente a estes exames, sendo os mesmos executados de acordo com os critérios recomendados pelas Associações de Urologia mais importantes e prestigiadas.